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Preciso de ajuda. Limite

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Preciso de ajuda. Limite

Mensagem por Pelucha em Sex Out 26 2012, 03:45

Boa noite.

Não sou de desabafar, o meu verdadeiro ouvinte é um caderno, mas, neste momento preciso de ajuda, preciso que alguém me oiça e que me oriente. Estou no meu limite, e, sinto que nada faz sentido neste momento.
Tenho 20 anos, não me lembro de ter tido uma infância feliz, aliás a minha maior recordação é isto mesmo, infelicidade.
Cresci no meio de gritos, de acusações, de palavras frias e duras, de traições e mentiras, e, neste momento não consigo lidar com tudo isto e com o meu passado.
Não consigo aceitar a minha vida, o que me fizeram viver, sinto que os meus pais destruiram tudo de bonito que eu tinha.
Tenho um pai maravilhoso que me ama muito, mas, também tenho um pai ausente, que nunca me levou ao cinema, e, que vive para o trabalho ou para outras mulheres. Tenho uma mãe que gosta de mim, mas, que nunca parou para reconhecer as minhas qualidades, para apoiar-me ou para dizer eu simples "adoro-te". Acaba por descarregar em mim o casamento falhado que tem, culpa-me sem motivos por ser infeliz e por o casamento dela com o meu pai não funcionar. Chega a ser negligente comigo por tudo o que me diz e faz. Já se tentou suicidar a minha frente várias vezes, ofende-me etodos os dias sou obriga a viver com estas imagens.
Não há qualquer tipo de ligação entre nós, e, isto magoa-me. Chego a ter inveja ou a chorar mesmo quando vejo uma mãe e uma filha a interagirem.
Acho que nunca me senti amada por ela, nem nunca recebi grande atenção, e, isto levou-me a cometer erros graves só para ter a atenção de alguém. Muitas vezes sinto-me uma mentirosa compulsiva, talvez até seja, sinto que me obrigo a mentir para viver numa ilusão porque esta ilusão faz-me sentir amada.
Eu não sei o que fazer, não consigo falar com os meus pais sobre isto, não consigo dizer que preciso de ajuda, não consigo partilhar com ninguém a minha vida porque tenho vergonha e não consigo assumir que para viver por momentos bem preciso de mentir.
Tenho momentos em que estou mais equilibrada, em que consigo lidar com os problemas, em que consigo sorrir um pouco, mas, em outros momentos só quero chorar, só quero viver numa ilusão. Sinto-me fraca e desesperada por uma resposta, sinto que não sei o que fazer para ultrapassar.

Pelucha

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Re: Preciso de ajuda. Limite

Mensagem por Brick em Sex Out 26 2012, 11:32

olá pelucha!

Cada vez mais vamos ver casos como o teu, infelizmente. Sou professor e tive turmas em que 50% dos alunos ou mais eram filhos de casais divorciados.


No entanto o passado já passou, tens 20 anos, és uma lutadora, agarra -te à vida com força e segue em frente.

Se pudesses ser acompanhada por um psicólogo, melhor ainda!

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Não sou médico! Todas as informações prestadas sobre desmames têm como base uma experiência pessoal com antidepressivos e ansiolíticos e não substituem as recomendações dadas por pessoal qualificado!(Psiquiatra ou Médico de Família)

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Re: Preciso de ajuda. Limite

Mensagem por jeansony1 em Sex Out 26 2012, 11:40

vc ta passando por uma fase bem difícil, e talvez precise de ajuda para superar isso, acho que vc ja esta com depressão, e vai por mim isso nao se cura sozinho, vc precisa de uma ajuda médica, psiquiatra, porque psicólogos, só vai de deixar mais frustada ainda, e sua mãe tbm esta precisando de tratamento, mais pela situação, acho bem difícil de vc colocar isso na cabeça dela, se vc nao te condições de bancar um tratamento, vc vai ter que convencer ela, nao vai ser fácil, mais nao custa nd tentar, ou então a situação só tende a piorar, falo isso por experiencia própria, vc tem amigos?

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Re: Preciso de ajuda. Limite

Mensagem por paulinha em Sex Out 26 2012, 18:19

um BOM psicológo pode ajudar bastante!! falo por experiência própria!claro que tomo medicação mas isso é por já ter outros problemas...a tua mãe sim precisava de um acompanhamento psiquiátrico porque tentativa de suicídio já é algo mais grave. Acho que não deves criar grandes expectativas em relação à tua mãe neste momento, ela não está bem e coloca quem esta à volta dela mal. Na minha opinião como já tens 20 anos( já és maior de idade) devias tentar seguir o teu próprio caminho, elaborar projectos, lutar por ti, ainda és nova e tens ainda muita coisa boa na vida para viver mas sem mentiras...isso só te fará mal...tenta não te martirizares o que passou e começa a viver um novo modo de vida...todos cometemos erros...mas podemos sempre aprender com eles e evitar repeti-los.

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Re: Preciso de ajuda. Limite

Mensagem por sandralopes em Qua Jun 05 2013, 12:21

olá todos...
Preciso de ajuda, já não sei que fazer, vou dar em doida entretanto.
já me quis matar e tudo...já não aguento tudo que tenho passado:(

sandralopes

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Re: Preciso de ajuda. Limite

Mensagem por zeta em Qua Jun 05 2013, 17:36

"matar" não é solução,pelo contrário é covardia.
Por muito mal que te sintas tens que ter fé e tentar dar a volta de um jeito ou de outro, tudo na vida acaba por se resolver ou contornar, isto é aceitar o que não tem outra solução.
Acho que precisas ,antes de mais, de um amigo(a) para te ajudar e apoiar e se continuares tão pessimistas e com ideias tão derrotistas, deves procurar um médico em quem confies e pedir ajuda, ou psicológica ou então psiquiátrica, mas não te deixes levar nessa onda tão negativa...
Força! não desistas .

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Re: Preciso de ajuda. Limite

Mensagem por AlexCupertino em Qua Jun 05 2013, 20:22

Sempre digo que a família é a base de tudo. Somos reflexos dos nossos pais, especialmente pela genética que carregamos e pelo meio social em que somos criados.

Logo você terá sua família e é sua obrigação fazer diferente, cuidar dos seus filhos, escolher um bom esposo e caso não dê certo, saber acabar um relacionamento sem prejudicar os filhos, esses traumas nos acompanham pelo resto da vida.

Creio que ajuda médica e psicológica possa ser boa para ti, mas o fundamental é ter em mente que você pode ter uma boa vida, construir sua história à parte da sua mãe.

Desejo o melhor pra ti.

Abraços.

AlexCupertino

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Re: Preciso de ajuda. Limite

Mensagem por Jacqueline Brick em Qui Jun 06 2013, 13:56

Prezados amigos deste fórum, a melhor forma de compreendermos as dificuldades na vida e entender o porquê das coisas. Através da pesquisa e do estudo podemos encontrar o esclarecimento que nos traz o benefício do entendimento e por conseguinte o conforto e a força para seguir em frente com toda a bagagem que temos. A Doutrina dos Espíritos através de explicações pautadas em estudos científicos e no raciocínio lógico traz as explicações coerentes para essas situações familiares. Basta um pouco de boa vontade e discernimento para compreender isso. Deixo aqui um texto deveras esclarecedor que, creio pode auxiliar a muitos.
REENCARNAÇÕES - AFETOS E DESAFETOS

Cada dia fico mais fascinada pela leitura do livro "Pais Brilhantes, Professores Fascinantes", do Dr. Augusto Cury. Pequenas frases têm o poder de nos fazer refletir tanto, especialmente sobre nós mesmos.

Uma frase que li hoje me fez refletir sobre a reencarnação e os encontros com nossos afetos e desafetos.

Ele diz:
"Nos computadores, a tarefa mais simples é deletar ou apagar as informações. No homem, isso é impossível, a não ser quando há lesões cerebrais. Você pode tentar com todas as suas forças apagar seus traumas, pode tentar com toda a sua habilidade destruir as pessoas que o decepcionaram, bem como os momentos mais difíceis de sua vida, mas não terá êxito".

Se carregamos uma mágoa, um trauma, um erro, um inimigo, enfim, alguma história que daríamos tudo para esquecer, de tanta dor que nos causa, e não resolvemos durante a vida, ao desencarnarmos, a dor irá conosco. Inclusive por isso o suicídio é o ato mais inútil e contra-produtivo que tem para fugir dos problemas, porque quando "atravessamos o véu", deixamos aqui só as coisas materiais, mas o que *somos*, o que *sentimos*, inclusive nossas maiores dores, vão conosco, porque elas não fazem parte do que temos, mas do que somos, como Cury diz:

"Cada idéia, pensamento, reação ansiosa, momento de solidão, período de insegurança são registrados em sua memória e farão parte da colcha de retalhos da sua história existencial, do filme da sua vida".

E aqui podemos ampliar o conceito de vida, para Vida Espiritual, porque o corpo que usamos muda de existência para existência, mas a consciência espiritual, a individualidade é sempre a mesma ao longo dos milênios, que vai acumulando as experiências boas e ruins. As boas continuam conosco pela eternidade, mas as ruins precisamos reescrever, transformando-as em experiências boas, como veremos mais para frente.

Portanto o que somos, nosso medos, alegrias, vontades, desejos, sonhos, pensamentos e atitudes boas ou ruins, sentimentos, afetos e desafetos, estão sempre conosco, na verdade o conjunto de tudo isso constrói o nosso "eu". É o nosso Patrimônio Espiritual. Nossa bagagem, como alguns dizem. Nosso Baú do Tesouro. Não podemos nos separar dele, mas podemos vida após vida, lapidar as pedras brutas em jóias de rara beleza, até que um dia nosso tesouro seja de uma beleza indescritível. Mas nos separar dele? Isso não podemos, independente de estarmos usando um corpo de carne ou não... Só podemos manuseá-lo e transformá-lo, e isso inclui, evidentemente, enchê-lo de pedras brutas e feias também.

Nisso podemos refletir: "Como fazemos, então, se nem quando eu morrer, não vou me libertar dessa dor, desse trauma, desse arrependimento, desse ódio, dessa mágoa?"

Augusto Cury diz que há apenas uma forma de nos livrarmos dos maus registros dentro de nós. Ele diz:

"A única possibilidade de resolver nossos conflitos, como vimos, é reeditar os arquivos da memória, através do registro de novas experiências sobre as experiências negativas, nos arquivos onde elas estão armazenadas. Por exemplo, a segurança, a tranqüilidade e o prazer devem ser arquivados nas áreas da memória que contenham experiências de insegurança, ansiedade, humor triste. Reeditar o filme do inconsciente ou reescrever a memória é construir novas experiências que serão arquivadas no lugar das antigas".

Bem, quando temos essa possibilidade na própria vida, excelente, mas quando não temos e morremos com traumas, dores, desafetos? É muito raro alguém morrer isento de conflitos, e com aquela paz angelical, mesmo porque a maioria esmagadora da população morre repentinamente em virtude dos campeões nas estatísticas dos motivos que geram a morte: acidentes de todos os tipos, doenças cardio-vasculares fulminantes e acidentes vasculares cerebrais, também repentinos e fatais na maior porcentagem dos casos. A verdade é: eu mesma que vos escrevo agora não posso garantir que amanhã estarei viva. Como saber?

O que podemos concluir com isso? Que a maioria esmagadora dos seres-humanos morrem sem resolver seus conflitos existenciais, e aqui ainda entra aqueles que morrem de causas naturais ou doenças dos mais diversos tipos, mas que não resolveram seus problemas antes de partir. Como faremos, portanto, para nos livrarmos dos conflitos, se segundo a Psicologia temos um único caminho, que é reeditar nosso emocional, viver situações boas que apaguem as ruins? Como aqueles que morreram com conflitos, poderiam fazer para reviver as situações e ficarem curados de suas mazelas íntimas? Aqui entra a reencarnação e sua necessidade.

Renascemos, então, justamente perto daqueles com quem precisamos viver as situações boas que apeguem as ruins. Um exemplo clássico: Se matei alguém e um dia, aqui ou no além-túmulo me arrependo, passo a sentir uma dor terrível de remorso, uma dor que eu pagaria qualquer preço para esquecer, para apagar. Por sua vez a minha vítima alimenta por mim um ressentimento, uma mágoa devastadora, que igualmente daria tudo para esquecer, para apagar. De comum acordo, portanto, renascemos. Eu venho primeiro e anos depois o recebo como filho. Um assassinato terrível e traumatizante tanto para a vítima como para o algoz, sendo reeditada, reescrita pela bênção da maternidade, por uma situação abençoada e sagrada que trás uma alegria indizível. Inimigos ferrenhos tendo a chance de viverem o mais sagrado dos relacionamentos, tendo a chance de reescreverem a sua história, de apagarem as suas dores e traumas.

Outras vezes o conflito não é necessariamente com alguém, mas com um acontecimento. Um suicídio, por exemplo. A pessoa, diante de uma situação de muita dor, resolve dar cabo da própria vida. Atravessando as dimensões, além de ver que sua dor continua, compreende as implicações do seu ato não só sobre si, mas sobre todos aqueles que foram atingidos por sua impulsividade. Pedem outra oportunidade. Quando conseguem, precisam reeditar aquele trauma contra si mesmo. Novamente passam por uma dor muito grande, mas dessa vez não se suicidam, conseguindo passar pelo testemunho vitoriosos. Reeditaram seu trauma e viram o Sol após a tempestade, a cura daquele conflito.

Aqui podemos aprofundar um pouco mais e pensarmos: Como saber se essa dor que agora nos aniquila, nos faz desejar fugir para a morte, não é justamente a oportunidade de reeditarmos um suicídio anterior? Como não temos condições de saber ao certo, na dúvida o melhor mesmo é resitir a essa idéia e continuar vivendo.

E assim será com todos os conflitos que carregamos vida após vida, até que não reste um único ser-humano com dores, conflitos, traumas, desavenças, enfim, até que nenhuma ovelha esteja mais perdida de si mesma.

No entanto continuamos tendo o livre-arbítrio e podendo sobrepor dores às dores, traumas aos traumas, erros aos erros. Podemos fazer nossos inimigos ainda mais inimigos, podemos sucumbir outra vez nas dores, buscando o suicídio. Mas como não somos bobos nem nada, dessa vez queremos fazer tudo diferente, queremos reeditar nossa alma e ter paz. Como fazer, então? Como podemos fazer tudo certo, reescrever as histórias ruins com as boas?

Um Mestre nos disse à muito tempo trás... Ou melhor, alguns Mestres vêm nos dizendo desde muitos milênios, cada um à seu tempo e povo: Buscando o auto-conhecimento, educando nossas emoções, cultivando bons pensamentos e hábitos, aprendendo a perdoar, a sermos bons, justos, misericordiosos, a termos boas atitudes no lugar das ruins. Aprendendo a ter bons sentimentos no lugar dos ruins. Aprendendo a ter bons anseios no lugar dos ruins. Aprendendo a ter fé nos momentos adversos, a superar dramas em vez de perpetuá-los e remoê-los. Sobretudo e especialmente, tentando dia-após-dia, aprimorarmo-nos na Arte de Amar.

É fácil?

Claro que não, pois que se fosse, não estaríamos ainda com tanto trabalho íntimo a ser feito. Mas podemos? Claro que sim. Somos Filhos de Deus, carregamos o Amor como Herança Divina, e por isso mesmo nos tornamos "Impossíveis"




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